Fumo meus cigarros e já não me importo se isso incomoda alguém. Durmo ao amanhecer e acordo quando ainda está amanhecendo. Penso, penso muito. Nunca dediquei tanto meus pensamentos a mim mesma como tenho feito. Sinto leveza, mas tem horas que o coração ainda pesa aqui dentro, mas depois passa. É, passa. Como muitas coisas têm passado, ou eu tenho passado por elas as deixando pra trás. Indiferença, talvez. Volto com a minha auto-proteção, preciso de mim, preciso me guiar, meus pés vão me levando por onde os pensamentos acham que é certo. Egoísmo, não. Só preciso me amar mais. Durante muito tempo vim me doando e amando de uma forma absurda. Assim, vastidão. E doeu, teve horas que doeu amar demais, perder o controle, querer enlouquecer de amor. E agora? No more. É bom olhar pra trás e comparar com o presente e perceber que eu já aguento. Que já aceito os nãos que a vida me dá e que já consigo dá-los quando preciso. Engoli omissões e mentiras, e as digeri bem, vomitá-las não daria em nada e eu ainda ficaria com um gosto ruim na boca. Agora eu mantenho-me longe delas. Não pertenço à ninguém. Sou dona de mim, e você pode encarar isso como quiser. Venho aprendendo a não me importar, também.

4 comentários:
quando nos damos de mão aberta ao mundo, tiram-nos tudo, inclusive a pele. andamos descobertos até que alguma lágrima nossa cai como uma bala e é aí que nos introvertemos, tornamo-nos fechados e desagradáveis, o suficiente para nos enrijarmos. depois? depois talvez voltemos a abrir dois ou três dedos, se tanto, com uma pele crespa. Costumo dizer: amar é ver uma flor apodrecer. (e muitas vezes, é com o nosso amor garrido que nos tiram a fonte de vida).
Apaixonar-se por si mesmo é o maior e mais intenso dos amores...!
=*
nao é muito bom, quando gostamos mais da outra pessoa que de nos mesmos!
complicado, porém passa néh?a melhor pensar que sim... vou reler teu texto inumeras vezes.Preciso!!!
beijo mulher
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