Não, por favor, mantenha distância, a intimidade se perdeu entre os cruzamentos dessas idas e vindas (in)constantes tão bem dissimuladas por ti. Os laços, verdadeiros, ainda existem. Fortes, inquebráveis. O que já não vejo é o outro alguém além de mim. Mas dispenso, ainda sim dispenso a tua chegada porque já pressinto a tua ida e não me satisfazem essas efêmeras aproximações e falhas tentativas de me fazer um porto conhecido pra ti, onde possas despejar as tuas insatisfações ou as pequenas alegrias que não reconheces.
Nunca estive tão só como o ontem em que chorei a ausência de um desconhecido cuja presença pudesse preencher um tal espaço. Mas é abismo.
Se queres, vem, mas eu me retiro.
Um porto seguro, longe de ti e de tantos outros que são especificamente iguais.

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