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Tenho sede de café: O gosto amargo que fica na boca, o líquido quente queimando garganta adentro, a insônia causada, o fundo da xícara que não é possível ser enxergado enquanto o café não é tomado até o fim. Mas eu sei que o fim existe, e ainda sim não me importo se estou tomando rápido demais. E eu sinto que o café de daqui a meia-hora não terá o mesmo sabor do de agora, ora fraco ora forte, nunca acerto nos mesmos gostos da sequência. Então você poderia me dizer: Faz bastante de uma vez só e coloca na cafeteira. Meu bem, eu gosto é do puro, do feito-na-hora, do prazer em sentir o novo passando dentro de mim, entendes? E é por isso que essa minha sede não acaba, tem sempre um gosto, do mesmo, diferente pra se sentir.

7 comentários:

Anônimo disse...

Como telepatia, vim correndo atender teu pedido de atualização. É, eu desliguei o computador fui lá pro meu quarto no fundo de uma garagem de uma casa enorme na serra gaúcha e comecei a ler uns papéis e peguei um e pensei: "esse ficaria legal no blog". Cheguei aqui e fiquei maravilhado em ter recebido o teu comentário.
Obrigadinho!

Anônimo disse...

E li sobre café e fui bem além, senti a vida.

Ana Lívia disse...

Hoje eu também escrevi sobre café... as vezes, ele deixa um gosto amargo de verdade dentro da gente!

beijos! (:
;*

Anônimo disse...

Siiim.
Adoro sair na rua. As coisas estamos abertos. Aquele negócio dos dispostos se atrairem. Eu tenho vinte anos de estrada, o problema é que nunca saí do acostamento. Sacas? É um tanto contraditório, típico de mim. Qual teu e-mail?

Anônimo disse...

*As coisas acontecem quando estamos...

Samir Raoni disse...

"E eu sinto que o café de daqui a meia-hora não terá o mesmo sabor do de agora"

Isso me lembra Rosa Mnteiro. Gosteimuitodesseseugostodecaféfresco Srita Lorena.

Como é a primeira vez que venho por aqui pesso lissença.

;**

Alexandra Deitos disse...

Perspicaz as coisas por aqui!

:o)