Vontade de ir embora, partir pra nunca mais voltar, ser outra que não eu. Desassossego, dor incomunicável, grito mudo, inalcançável. Dizem que só se tem o que se precisa, e se a falta de certas coisas que não tenho me atormenta, a que se deve? Não as preciso? A falta que a falta faz fala por si só. Não sei se a sensibilidade faz de mim intensidade, ou se é a intensidade que me faz sensibilidade. Só sei que dói, e eu não quero mais. Sinto coisas que me envergonho até de falar. Se fossem bonitas eu as dividiria, mas se não são eu as deixo em mim, encravadas.

Um comentário:

Anônimo disse...

Triste, mas bonito. Suas palavras se contradizem e em si se completam.
;**